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Tautologia da Maior Bem-Aventurança

O Senhor Jesus Cristo, enquanto viveu organicamente (como e entre a humanidade), mesmo sendo o próprio Deus encarnado e tendo em cada uma de suas sentenças um AXIOMA, optou por limitar consideravelmente a extensão de seus poderes e permanecer, ao menos na maior parte do tempo, submisso a todas as leis com as quais delimitou a Criação.
Ele próprio, assim como todos os seus discípulos e ao contrário dos líderes eclesiásticos que vêm proliferando de uns dois séculos para cá, nunca saiu prometendo nenhum “show de milagres” nem eventos baseados em quaisquer ações sobrenaturais que poderiam mudar a existência da plateia presente.

O único milagre que, com bastante antecedência, ele frequentemente prometia era esse:

E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os seus doze discípulos, e no caminho disse-lhes:
Eis que vamos para Jerusalém,
e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte.
E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem,
e ao terceiro dia ressuscitará.

(Mateus 20:17-19)

É interessante que, ao contrário do que pregam os politicamente corretos “cristãos vermelhos”, Ele não tinha um cotidiano de intimidade com prostitutas ou quaisquer outros pecadores radicais (porque TODOS pecaram, mas transformar o pecado em profissão ou estilo de vida ainda é a exceção, por mais que a mídia e a política tentem nos forçar tais práticas): nós podemos estar andando pela rua, testemunhar uma tentativa de linchamento… e só depois, às vezes muito mais tarde, descobrir que a vítima era uma prostituta.

Em nossos dias essa violência é improvável, pois as prostitutas têm sido cada vez mais glorificadas, elevadas ao patamar de “celebridades” e incentivado a juventude a seguir seus passos como se prostituição fosse uma carreira como outra qualquer (vamos falar mais sobre isso no futuro): a mídia as enaltece de modo que basta ler um jornal ou site de notícias para nos depararmos com sua nudez e depravação, tornando-as conhecidas até a quem repudia seu ofício.

O fato é que Cristo, sendo Deus, não precisava conviver nem ser apresentado a ninguém para conhecer todos os detalhes de sua vida do início ao fim, muito menos participar de suas depravações: nos milagres relatados nas Escrituras é certo que Ele nunca foi pego de surpresa, mas deliberadamente se posicionou de forma estratégica e (quase sempre) discreta para poder atuar no momento exato e transmitir a verdadeira mensagem do evangelho, que nunca foi de acolhimento às práticas condenáveis, mas sempre aconselhando a romper com os grilhões do mal — NÃO PEQUEIS MAIS!

Tomé, ao contrário da prostituta, era uma das pessoas que conviveu diariamente com Cristo, podendo, sim, ser considerado íntimo, presenciado vários milagres e escutado por diversas vezes — fora o que deve ter ouvido pessoalmente, só nas Escrituras, além da passagem acima (equivalente a Marcos 10:32-34 e Lucas 18:31-34), temos Marcos 8:31-33 (equivalente a Mateus 16:21-28), Marcos 9:30-32 (equivalente a Mateus 17:22-23) e Mateus 26:1-2 — o Mestre avisando acerca de sua morte e ressurreição, ainda assim agiu como o típico ser humano e esqueceu (ou duvidou) do que lhe foi insistentemente dito!
Após todo o trauma e tristeza da crucificação, consta na Bíblia o seguinte e fantástico episódio:

Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor.
Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé.
Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse:
Paz seja convosco.
Depois disse a Tomé:
Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.
E Tomé respondeu, e disse-lhe:
Senhor meu, e Deus meu!
Disse-lhe Jesus:
Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.

(João 20:24-29)

Me permitam narrar novamente a passagem acima de uma forma comentada e, por assim dizer, “atualizada”:
Tomé, assim como muitos clientes das empresas eclesiásticas, estava no lugar certo, via e ouvia seus amigos testemunhando do cumprimento profético que havia acabado de ocorrer e, ainda assim… duvidava completamente!
Tomé, o “espertão”, descria solenemente do que seu amigo, Jesus Cristo, havia avisado com antecedência, mesmo já O tendo visto operando outros milagres: para ele o Senhor estava morto e seus amigos deveriam estar alucinando ou coisa parecida. Talvez continuasse ali, junto, por gostar deles, mas essa conversa de ressurreição ia contra tudo o que a ciência — da época e atual — conhece!

Cristo, por sua vez, já não estava mais limitado pelo corpo com o qual exercera seu ministério nem submetido às restrições que se autoimpusera: Ele se apresentava num corpo glorificado — coisa que nós sequer podemos imaginar e, numa linguagem “nerd”, é infinitamente superior ao máximo de poder que pode ter um Super Saiyajin! — e, pleno em Sua divindade, poderia perfeitamente ignorar aquele ser tolo, incrédulo e ensimesmado chamado Tomé, deixá-lo seguir com sua descrença e depois condená-lo ao inferno por ter ser recusado a crer nas palavras saídas de Sua própria boca.
Mas Cristo, pelo contrário, se apiedou daquela criatura tola e, materializando-se sobrenaturalmente diante de todos os presentes, focou sua atenção exclusivamente em seu amigo menos fiel, permitindo que tocasse o Sagrado que, apenas talvez, todos os demais salvos só poderão conhecer após Seu retorno triunfal!

Enfim, Tomé creu, mas Cristo — somando a todas as bem-aventuranças que (dependendo da tradução, podem variar de 8 a 10) estão listadas oficialmente na Bíblia — nesta ocasião especialíssima e única, proferiu esta que incrivelmente não consta como uma delas, apesar de poder ser considerada a maior de todas: bem-aventurados os que NÃO VIRAM e CRERAM!

Considerando que “bem-aventurado” pode ser considerado sinônimo para feliz, alegre e contente entre muitas outras palavras, sou levado a compreendê-lo como uma indicação de “mais que feliz”, pois as bem-aventuranças são coisas que vão muito além de alegria ou felicidade e se adequam mais ao termo “bendito”, logo considero apropriado dizer que “BENDITOS os que NÃO VIRAM e CRERAM”… e é a partir daqui que começo a explicar o título dessa postagem.

Escrevi no quadro acima e creio que será suficiente repetir a explicação da imagem, explanando uma espécie de “tabela verdade” com base no raciocínio lógico.
Considerando que cada uma das afirmações de Cristo é uma verdade absoluta, sem espaço para o “não é bem assim”, se os que não viram e creram eram benditos naquela época, os que não veem e creem continuam sendo benditos, mas… e os que precisam ver para crer? E os que vivem correndo atrás de milagres para poder firmar sua fé? E os que só são cristãos enquanto envolvidos por movimentos sobrenaturais?
Ora, para encontrar uma resposta basta lembrarmos do axioma com o qual encerrei a postagem anterior:

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.

(Romanos 10:17)

É simplesmente emocionante e incrível como a Bíblia, que é a Verdade, não se contradiz; a fé genuína só vem pelo conhecimento da Palavra de Deus!!
Tudo o mais é balela e, pior que isso, aqueles cuja “fé” surgiu por causa dos espetáculos místicos onde apresentadores supostamente obrigam o Senhor Deus a atuar miraculosamente da forma que eles mandam e no momento em que desejam… simplesmente NÃO SÃO BENDITOS!

Você compreende a gravidade do que significa o antônimo de “bendito”??
Pois assim como não estou aqui para manipular a Verdade nem falar mentira, é MALDITO todo aquele que quer passar pela porta larga, que quer viver na ignorância da Palavra, mas pagando alguém para ser seu “guia”, para lhe oferecer “cobertura espiritual”, para dizer que seus pecados não são pecados e admitir sua presença na lista de funcionários e clientes de alguma empresa eclesiástica!!
Isso é profético… doloroso, mas profético.

Mas, Teóphilo, então quer dizer que Deus parou de atuar sobrenaturalmente?
Note que com o presente texto não estou negando a existência de milagres e muito menos defendendo o chamado “cessacionismo”, pois creio firmemente que ninguém pode controlar o poder e a vontade d’O Senhor, nem para impedir, nem para fazer acontecer!
Da mesma forma, não estou atrelando o fato de testemunhar um milagre à condição de maldito, pois eu mesmo, após conhecer o suficiente da Palavra para poder até ser quase um cético, já vi milagres acontecendo: meu ponto nessa postagem é relacionado ao momento de “início da fé”… e aí, lendo o raciocínio desenvolvido até aqui, a discussão em defesa de uma posição diferente deve ser feita diretamente com base na Palavra, com referências pertinentes, pois simplesmente achar que isso é “feio” ou “injusto” só porque não é tão fofinho quanto o evangelho que você vinha comendo até agora não chega nem perto de ser suficiente!
Por favor, também levem em conta que não sou nenhum radical nem estou fechado às diversas possibilidades de interpretação: na próxima postagem, inclusive, vou abordar justamente essa questão quando falar sobre o CONJUNTO VERDADE e sua aplicação em relação à Bíblia.
Encerro afirmando que, de fato, podem até estar acontecendo milagres, aos montes, mas vocês já pararam para pesquisar quem os esta permitindo, quem os opera e a razão para isso?

Sei que prometi postagens curtas, mas aqui estou eu, negando atenção aos filhos e lutando contra a morosidade do Photoshop num laptop com apenas 8 GB de RAM: descobri que são duas unidades, uma fixa e outra destacável, que pode ser trocada por um pente de 16 GB, mas… eu não tenho 800 reais para gastar nisso!
Na verdade não pude nem pagar a conta de luz do mês passado: não faltou comida em casa, mas a qualquer momento podem vir cortar a energia elétrica e a bateria do computador portátil não vai ser suficiente para realizar tudo o que preciso.
Enfim, estou aqui martelando na Palavra, querendo publicar isso antes das 23:00h, mas sinceramente estou pedindo ajuda e não estou em condições de ter vergonha.

Desejando colaborar financeiramente com qualquer valor, minha chave PIX principal é [email protected] e essa imagem é do meu QR code: meu nome é Geovane Ignácio de Souza, o trecho do CPF a aparecer deve ser o “927.157” e a instituição financeira é o Nubank.

Por mais que queira, destaco que não tenho em mim mesmo a menor capacidade de forçar o Pai a te abençoar por causa disso, mas oro a Ele pedindo para que, no tempo correto e na medida multiplicada, retribua a bondade realizada da forma mais adequada: seja através de livramentos ou de diversas bênçãos possíveis.

Aqui quem escreve é o velho Teóphilo Noturno e prossigo, contra todas as adversidades, tentando alcançar — todas as terças e quintas pela noite — unidades desorientadas (e, quiçá, até as atualmente em poder do inimigo) através dos informes consolidados e atualizados que chamo d’O Pior Evangelho do Mundo.

Parafraseando o apóstolo Paulo em Efésios 6: 23-24: que a graça e a paz sejam conosco, todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade, hoje e para todo o sempre!

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