Falando sobre o caminho escolhido por cada pessoa, há uma postagem que tem circulado na internet nos últimos tempos com o seguinte teor:
Quando um umbandista disser: “que os orixás te iluminem”
quando um católico disser: “que Maria, Mãe de Deus, esteja contigo”
quando um evangélico disser: “Deus te abençoe”
Quando um espírita disser: “muita luz no teu caminho”
Aceite, respeite e creia
essa pessoa está te desejando o bem, com base naquilo que ela foi ensinada e acredita
não seja rancoroso ou soberbo
não defenda sua religião diminuindo a fé dos outros
o mundo está passando por tantos conflitos
que sejamos promotores da paz e da esperança
A Perigosa Farsa Do Sincretismo Religioso
Muitos, inclusive se dizendo cristãos, no entanto, tem aceitado a ideia do post, o que só prova que não se preocupam em ler a Bíblia e conhecer a pessoa e obra de Jesus.
Caso o fizessem, veriam que Ele afirmou ser o caminho exclusivo para o Pai:
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Pedro, no dia de Pentecostes, foi igualmente claro ao declarar que não existe salvação em nenhum outro caminho fora de Jesus:
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
Muitos argumentam a favor da ideia de que “todos os caminhos levam a Deus” distorcendo a afirmação de Jesus de que “na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2).
De fato, há muitas moradas, mas para se chegar a elas não existem muitos caminhos; isso é algo que Jesus nunca disse.
O caminho é apenas um: o próprio Cristo.
Nenhum cristão verdadeiro, portanto, poderia concordar com o que esse post afirma, a menos que seu conceito de “cristianismo” esteja totalmente esvaziado de seu sentido original.
Em termos práticos, precisamos ser claros:
- Igrejas não salvam;
- Pastores não salvam;
- Papas não salvam;
- Padres não salvam;
- Maria não salva;
- Santos não salvam;
- Orixás não salvam;
Ninguém, absolutamente ninguém salva além de Jesus.
Da mesma forma, ninguém tem poder para, nem mesmo, facilitar ou impedir a salvação: a obra é única e totalmente d’Ele, e qualquer um que ler a Bíblia com honestidade não terá como concluir outra coisa.
O Desvio Do Caminho: Sincretismo E A Unidade Das Religiões
Essa ideia de sincretismo, ou seja, da mistura de religiões, não é nova.
Ela encontra raízes em correntes como o Sufismo, que prega a doutrina da “Unidade Transcendente das Religiões”.
Segundo essa visão, todas as religiões, no além-túmulo, levariam as pessoas ao mesmo destino eterno — uma divindade genérica que nada tem a ver com o Deus revelado nas Escrituras.
No entanto, essa teoria não possui sequer possibilidade de funcionar no mundo real.
Se um umbandista diz a um cristão evangélico “que os orixás te abençoem”, como o evangélico, caso leve sua fé a sério, poderá agradecer ou retribuir se, para ele, orixás são demônios e não há outro caminho ou divindade fora de Cristo?
Como um cristão, seja de que corrente for, poderá agradecer ou retribuir o cumprimento de um satanista que lhe deseje a bênção de seu “mestre”?
Enfim, como um fiel poderia aceitar a bênção de um sistema que sua própria fé identifica como espiritualmente antagônico?
Tal ideia de “paz religiosa” só pode funcionar se todas as crenças forem relativizadas.
Para o cristão, aceitar isso significaria negar que Jesus é o único Salvador… e isso o tornaria, imediata e automaticamente, um não-cristão!
Jesus foi muito específico quanto a essa neutralidade impossível:
Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.
Não existe neutralidade ou relativismo quando se trata de Jesus: ou a pessoa crê n’Ele e apenas n’Ele como Salvador… ou não é de fato um cristão, por mais que tente se convencer do contrário e, nessas condições, não tem a salvação.
ICHTYS: O Código Dos Que Não Negaram O Caminho
Diferente do relativismo moderno, os cristãos primitivos levavam a exclusividade de Cristo tão a sério que preferiam a morte à apostasia. Mesmo sob a violenta perseguição do Império Romano — que exigia devoção a deuses pagãos — eles criaram um código secreto para se identificar.
Ao encontrar um estranho, o cristão desenhava uma linha curva no chão.
Se o outro não entendesse do que se tratava, o cristão a apagava e mudava de assunto.
Se a outra pessoa completasse o desenho com outra curva, formava-se o peixe (ICHTYS, em grego). Esse acróstico significava: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.
Por isso até hoje o peixe é um dos símbolos mais conhecidos do cristianismo, juntamente com a cruz.
Para esses mártires, o caminho não era uma opção entre muitas; era uma fidelidade absoluta que os levava a enfrentar leões e fogueiras em vez de se curvarem a deuses falsos.
Eles não temiam ser taxados de “exclusivistas” ou “inimigos da paz”, pois sabiam que a verdadeira paz só existe em Cristo.
A Espada De Cristo E O Engano Da Paz Mundial
Já hoje, muitos que se dizem cristãos temem ser taxados de antipáticos ou proselitistas se declararem que apenas Jesus salva.
É por isso que a ideia do post viral parece nobre, mas não passa de uma armadilha espiritual.
“Ora”, – dirão alguns – “mas Jesus não se agrada da paz?”.
Não, dessa forma não.
Jesus foi claro ao dizer que Sua mensagem não traria uma paz baseada em concessões, mas “espada” — uma separação necessária entre a verdade e o erro:
E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
(…)
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;
Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.

Essa falsa ideia de que todos os caminhos levam a Deus é um dos pilares da Nova Ordem Mundial, que busca implantar um só governo e uma só fé global.
Biblicamente, aceitar essa unificação significa rejeitar a exclusividade de Cristo e, consequentemente, o próprio caminho da salvação.
Conforme descrito em Apocalipse 13 e 14, a aceitação de um sistema religioso e político unificado será a decisão final de cada indivíduo: aqueles que abandonarem a exclusividade do Salvador para se conformarem ao mundo selarão seu próprio destino eterno.
A verdadeira paz de Jesus não é estar bem com o mundo, mas ter a segurança de que ninguém pode nos arrebatar de Suas mãos:
E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.
Por isso é que ele disse que deixava a sua paz, que não é como a paz do mundo
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (João 14:27 – ACF)
O Verdadeiro Jesus Não Aceita Tudo
Aceitar o que aquele post diz é negar que Jesus é o Filho de Deus e Único Salvador. E fazer isso a fim de não desagradar a homens é cair no que antecipou Paulo:
Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;
O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus?
Ou procuro agradar a homens?
Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.
A questão central nunca foi tirar Deus da “equação”, mas sim remover a exclusividade de Cristo.
O termo “Deus” tornou-se um conceito genérico no mundo moderno, mas a Bíblia é específica: Jesus é o único caminho para o Pai e, sem Ele, NINGUÉM pode ser salvo.
O verdadeiro Salvador é aberto a receber TODOS, mas de forma alguma aceita TUDO: Ele nos convida a ir a Ele como estamos, mas Sua graça é poderosa demais para nos deixar do mesmo jeito.
Não estou pregando filiação a esta ou àquela franquia eclesiástica porque eu próprio, desde 2011, não tenho filiação a nenhuma denominação: não prego placas e nem creio nelas, creio e prego as Escrituras, assim como a pessoa e obra de Jesus conforme revelados nelas.
O que me chama a atenção é que há quem diga que concorda com o que o post diz, mas também que nunca deixará de ser católico, ou evangélico, ou espírita, ou hindu, ou muçulmano, ou o que fosse a doutrina que abraça.
Ora, isso é, no mínimo, uma grande incoerência: se todos os caminhos levam ao mesmo lugar, que diferença faz a sua escolha agora?
O destino final não é o mesmo para qualquer crença?
Pelo jeito, a convicção na ideia do post não é tão grande assim…
A verdade é que aceitar o relativismo para agradar aos homens é constituir-se inimigo de Deus:
Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?
Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
O Destino Final E A Armadilha Da Marca
O caso é bem mais sério do que muitos pensam. Estamos vendo as religiões, as moedas e as políticas se unificando — um processo que já pode ser constatado por quem acompanha a mídia independente.
No momento em que essa unificação se tornar obrigatória, por meio de tecnologias como chips ou peles eletrônicas para controlar o acesso ao consumo (conforme Apocalipse 13:16-18), a escolha feita será definitiva.
É fundamental que cada leitor esteja consciente: aceitar essa marca de unificação global significa a rejeição definitiva da pessoa e obra de Jesus.
Não haverá volta ou arrependimento para quem compartilhar do destino da besta. Como diz a Escritura:
E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre;
e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.
(…)
E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem.
Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.
Aceitar essa marca é declarar-se como pertencente ao mundo, ao diabo e como inimigo de Deus.
Que Jesus, o único e suficiente caminho, lhes esclareça a verdade por meio de seu Espírito Santo. Não há salvação fora d’Ele, e isso não vai mudar.
Nos Laços do Calvário
MANUTENÇÃO DO FRONT
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Parafraseando o apóstolo Paulo em Efésios 6: 23-24: que a graça e a paz sejam conosco, todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade, hoje e para todo o sempre!

