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A Lenda do Último Momento

Uma Carta Aos Que Vão Morrer

Isso que tem sido chamado de pandemia não pegou Deus de surpresa!
Pode até estar nos assustando, mas antes mesmo da fundação do mundo o Criador já tinha conhecimento desses dias tenebrosos e de como foram tornados em realidade: pode se tranquilizar, pois nada disso tem poder para abalar Seus planos eternos e esta é uma carta a todos que vão morrer, especialmente os que se afirmam cristãos e, ainda assim, temem estar perto de seu último momento;

Infelizmente, enquanto estamos do “lado de cá” da existência, podemos enfrentar dificuldades para lidar com a morte e o bombardeio contínuo — nas redes sociais e pela mídia — com informações de tantas vidas sendo ceifadas pode abalar a estrutura mental (e até física!) de algumas pessoas, estabelecendo um quadro de angústia e depressão capaz até mesmo de acelerar a inclusão de alguns nessa funesta lista.
Como nós, especialmente os cristãos genuínos, podemos lidar com tudo isso, especialmente os detalhes do último momento?

Richard Wurmbrand relatou suas terríveis experiências durante os 14 anos em que esteve preso pelos comunistas na Romênia, inclusive o que viu enquanto esteve, doente, na Sala Quatro, também conhecida como “Sala da Morte”:

Wurmbrand na prisão

Durante os trinta meses que lá passei, muitos morreram e seus lugares foram ocupados por outros. Há, porém, um fato digno de nota: ninguém morreu ateu.
Fascistas, comunistas, santos, homicidas, ladrões, padres, ricos proprietários de terras e os mais pobres camponeses eram metidos todos juntos numa pequenina cela. Entretanto nenhum deles morria sem fazer suas pazes com Deus e o próximo: muitos deram entrada na Sala Quatro como incrédulos de firmes convicções… sempre via a incredulidade deles desmoronar em face da morte.

Eu ouvira dizer: “se um gato atravessa uma ponte, isso não quer dizer que ela seja sólida; mas se um trem passa por ela, então é porque é sólida mesmo”. Assim, pois, se alguém se diz ateu enquanto se senta com a esposa para tomar chá e comer bolo, isso não é prova nenhuma de Ateísmo.
Uma convicção, para ser genuína, deve sobreviver a enorme pressão… e isso não acontece com os ateus.

Wurmbrand, Richard – Nos Subterrâneos de Deus

Ao ler isso imediatamente recordei de uma importantíssima passagem bíblica:

E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo:
Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo:
Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus:
Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
E disse-lhe Jesus:
Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

(Lucas 23:39-43)

Não sei se, com base nesta passagem ou na visão do mártir Estevão (relatada em Atos 7:55-56), cresci ouvindo falar que “no último momento da vida, todos têm uma chance de aceitar Jesus Cristo”…
Será que há consolidação bíblica para se afirmar isso ou é apenas um subterfúgio para acalentar os corações daqueles que permanecem vivos, permitindo-lhes imaginar que a alma de seu ente querido encontrou lugar no paraíso?
E, mesmo que tal fábula fosse verdadeira… estariam as pessoas prontas para aproveitar tamanha oportunidade de salvação?

A primeira e incômoda questão que me ocorre em relação a este assunto é o fato de que esta “oportunidade” está fortemente vinculada à imagem romântica e clássica da “morte lenta” quando, dizem, se sente a aproximação da morte e relatam a ocorrência de uma série de visões fantásticas: anjos, túneis de luz e até o próprio Senhor Jesus Cristo podem aparecer para acompanhar a alma neste derradeiro momento!
Porém a tecnologia e o avançar dos tempos têm criado situações totalmente incompatíveis com essa plácida imagem.
Vejam os vídeos abaixo:

No caso desse segundo vídeo, pesquisei e descobri que as duas pedestres não morreram, mas em casos onde se perece inesperadamente… como as pessoas teriam tempo de experimentar o tal “momento de decisão”? Ou… será haveria possibilidade de estar sendo tratadas de forma desvantajosa pelo Senhor Deus? Teriam ouvido falar alguma vez do Senhor Jesus Cristo?
– O fato é que não podemos viver a vida inteira contando com esse “trunfo” de aceitar nesta provável última oportunidade, principalmente porque a Palavra de Deus apresenta um quadro de completa incapacidade de alguma mudança após a morte:

Assim como a nuvem se desfaz e passa,
assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.
Nunca mais tornará à sua casa,
nem o seu lugar jamais o conhecerá.

(Jó 7:9-10)

Porque os vivos sabem que hão de morrer,
mas os mortos não sabem coisa nenhuma,
nem tampouco terão eles recompensa,
mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.
(…)
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças,
porque na sepultura, para onde tu vais,
não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

(Eclesiastes 9:5 e 10)

O tempo de tomar uma decisão se chama vida… e não estou me referindo a uma conversão psicológica! Não estou falando dessas conversões que ocorrem pela conveniência da oferta ou pelo puro medo da condenação eterna… essas onde se passa a crer que o preço da vida eterna é uma subserviência descerebrada a qualquer enganador que se diga representante de Gezuz.

Na época em que escrevi publiquei originalmente esse texto ainda não havia me tornado surdo e, andando de ônibus, escutei alguém falando uma das frases-chave para identificar uma pessoa que até pode frequentar empresas eclesiásticas, mas nunca passou nem perto de conhecer verdadeiramente a Palavra de Deus: “o dízimo é sagrado! Não importa o que o pastor vai fazer com ele, temos que entregá-lo na casa do tesouro!!!”… essa é a fé cega no “São Dízimo”!
Fiz algo incomum: indiquei os estudos de estudiosos como Brian Anderson e informei o número de meu telefone celular, sinceramente pedindo que me telefonasse caso tivesse alguma refutação para o assunto.
Como eu gostaria de ser refutado com sólida base bíblica!
Quinze anos passados e até hoje estou, sinceramente, esperando por isso, mas só ouço historinhas onde as referências são tiradas de seu contexto original apenas para que líderes corruptos imponham um medo estúpido que, na realidade, até contraria o que se encontra na Palavra sobre temor e racionalidade.

O Senhor Deus definitivamente não nos criou para nos entregarmos à estupidez, senão não teria nos dado um cérebro com o qual trabalhar e nos proveria com um intestino ainda maior!
Ser cristão não é seguir conforme a maioria nem viver com medo de choques ideológicos!
Ser cristão não é abandonar todo e qualquer julgamento em nome de um tal “amor”… pelo contrário: é exortar àqueles que amamos baseados na reta justiça, sabendo que exceder tais limites significa promover a paz descrita em 1 Tessalonicenses 5:3, que é a mesma a qual o Senhor Jesus Cristo se refere em Mateus 10:34-39.

Então, diante da possibilidade da ocorrência de injustiça nesse tal “último momento” — disponibilizado apenas para alguns e não para outros? — prefiro sempre aplicar em minha vida a seguinte passagem (a mesma que, lamentavelmente, Rick Warren DETURPA em seu lixo literário pró-humanista “Uma Igreja com Propósitos”):

E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação.

(1 Pedro 1:17)
Ou seja: numa perspectiva estritamente bíblica, o mais sensato é NÃO CONTAR com essa história de “oportunidade do último momento” e andar em temor a todo tempo de nossas vidas, mas…

Satanás é o inimigo de nossas almas e milita desde antes da criação do homem para arrastar consigo o maior número de almas que conseguir… e, sem dúvida alguma, joga sujo para atingir seus objetivos de uma forma ou de outra.
Nos primórdios do cristianismo era tão grande o número de mártires se dispondo a morrer nas garras e dentes das feras da arena que — sob a ótica humanista —, PARA IMPEDIR AS MORTES, foi melhor submeter o cristianismo a certas “adaptações” até que se tornasse a “religião oficial”… e desde que a Igreja foi estatizada (mistura de religião com estado), as boas intenções têm sido a “força motriz” das instituições eclesiásticas.
Basicamente isso não é mal, mas de lá para cá as coisas foram desandando de tal forma que nem a reforma de Lutero conseguiu conter a irreversível contaminação do sagrado… e isso não é motivo de espanto pois se adequa e revela o cumprimento das profecias bíblicas!

Não importa quantos ou quem esteja ao redor: na morte estaremos a sós com o Criador.

Hoje temos incontáveis emprejas que se sustentam à base de misticismo, de objetos e de rituais onde o que deveria ser pura fé em Deus é redirecionado para práticas tão desnecessárias quanto subir montes, untar com diferentes tipos de óleo, cultos para agradar o público…
Um falso evangelho capaz de iludir qualquer um que não se esforce para conhecer a Verdade e mantê-lo afastado, talvez até por toda a vida, da verdadeira salvação!

Tenebroso é constatar que essas mesmas pessoas, sempre cheias de boa vontade, são as mesmas que se propõem a discipular os novos convertidos após a expulsão de seus demônios

E assim, confiando cegamente em suas práticas piedosas, tais pessoas se convencem que estão sendo servos sinceros do Senhor Deus.
Alguns, orgulhosos pela visibilidade de suas ações (mesmo que gritem em oposição às verdadeiras recomendações bíblicas), se lançam em rebelião afrontosa contra a própria Palavra de Deus quando não encontram nela apoio às crenças que obtiveram através de suas experiências pessoais!

Imaginemos agora, no caso de que essa tal “oportunidade final”exista, alguma dessas pessoas passando por seus últimos momentos na terra.
Depois de tantos atos proféticos, depois de tantas quedas e danças no espírito, depois de tanto dizimar… é natural que nutra grande expectativa de que o Senhor envie uma carruagem ladeada por um séquito de anjos para conduzir sua alma ao lar eterno onde, imagina, terá mansões e muitos galardões!
Súbito, lhe surge a frente o Senhor Jesus Cristo em pessoa e faz uma única e simples questão:
— Você me aceita?
Ouso imaginar a expressão de espanto que, provavelmente, se tornará em indignação e dar lugar a um discurso parecido com esse:
— Hein?!? Mas não passei minha vida inteira profetizando em seu nome? Não converti centenas ao evangelho? Não expulsei tantos demônios!?! Como você vem me perguntar se eu te aceito?!! Cadê minha carruagem celeste? Cadê minha escolta de anjos? Eu DE-TER-MI-NO… *
O arrogante discurso foi cortado: acabou-se a vida, encerraram-se as oportunidades e lá se foi mais um para fazer companhia a Satanás no lago de fogo e enxofre…

A simples e única resposta que bastaria e deveria ser dada neste momento seria um singelo “sim”, mas o orgulho do ser humano muito provavelmente vai falar mais alto e, ao invés de se converter ao Senhor Jesus Cristo no último momento, aquela pessoa vai tentar converter-lO à todas as inutilidades em que creu durante toda a sua cega vida e aí…
Aí é por causa disso que encontramos a profética e dramática passagem bíblica a seguir:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus,
mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia:
Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome?
E em teu nome não expulsamos demônios?
E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente:
Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

(Mateus 7:21-23)


Essa é uma carta aos que vão morrer e o Senhor me inspirou a escrevê-la em 2009.
Agora, ao fazer sua revisão em 2021, estou convicto de que, apesar de meu tom por vezes desafiador e um tanto jocoso, tem base estritamente bíblica, coisa que irá provocar a ira de muitos que, na realidade, sequer conheci pessoalmente.
Só espero que pensem bem nesse assunto e — mesmo que suas mentes cauterizadas optem por passar o resto de suas vidas praticando todas essas besteiras que aparentam piedade enquanto negam o verdadeiro poder de Deus — possam ter a humildade de apenas dizer “sim” no último momento.
Se é que haverá um…

Obrigado por ter lido até aqui e, verdadeiramente, preciso de qualquer colaboração que puder me oferecer: comentários, compartilhamentos e reações ajudam a divulgar este conteúdo que foi produzido com intenção de colaborar para a edificação do Corpo de Cristo no mundo.
Um link encurtado e de fácil memorização para essa postagem é:

https://cutt.ly/ultimomomento

Enquanto não chega também o meu momento, pedindo aos irmãos em Cristo que orem por esse louco zeloso pela Palavra, que tem se dedicado a escrever numa época em que tão poucos são capazes de compreender o que estão lendo!
Sigo batalhando e confiando n’O Senhor, contando que Ele, no momento e na medida certos, há de tocar o coração dos leitores para que colaborem na manutenção de minha vida e de minha família, pois remédios e alimento sempre são necessidades… e as contas não param de chegar.

Desejando colaborar financeiramente com qualquer valor, minha chave PIX principal é [email protected] e essa imagem é do meu QR code: meu nome é Geovane Ignácio de Souza, o trecho do CPF a aparecer deve ser o “927.157” e a instituição financeira é o Nubank.

Por mais que queira, destaco que não tenho em mim mesmo a menor capacidade de forçar o Pai a te abençoar por causa disso, mas oro a Ele pedindo para que, no tempo correto e na medida multiplicada, retribua a bondade realizada da forma mais adequada: seja através de livramentos ou de diversas bênçãos possíveis.

Aqui quem escreve é o velho Teóphilo Noturno e prossigo, contra todas as adversidades, tentando alcançar — todas as terças e quintas pela noite — unidades desorientadas (e, quiçá, até as atualmente em poder do inimigo) através dos informes consolidados e atualizados que chamo d’O Pior Evangelho do Mundo.
Costumo sempre citar o apóstolo Paulo em Efésios 6: 23-24, mas hoje peço especialmente que o Senhor Deus nos proteja e abençoe com saúde e sabedoria para vivermos de acordo apenas com a Sua Palavra e não com as doutrinas deturpadas pelos homens de torpe ganância.
Que a graça e a paz sejam conosco, todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade, hoje e para todo o sempre!

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1 Comment

  • Jose Rodrigues
    Posted 11 de maio de 2021 at 04:02

    Ando em confiança que o Senhor já realizou a sua obra em mim. E que, apezar do que eu sou( homem pecador) sempre me fiei em sua obra salvadora. Nunca em minha justiça. Não confio em mim e em meus sentimentos. Não confio naquilo que penso de mim mesmo, pois meu coração enganoso, quer me fazer crer que sou um bom homem. Mas sei que não sou. Ando entre o meu desespero de me sentir aquém da dignidade de fazer cumprir essa palavra em mim, e a minha confiança de que é Ele quem realiza toda a obra. Aquilo que eu sinto ou acho de mim , não importa, Jesus diz que eu sou salvo pela confiança N’ele. E eu creio.E vivo pela confiança nessa
    essa palavra.

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