Os Prostíbulos da Ira

Uma Perspectiva Bíblica Sobre Conflitos Desnecessários

Bastante desgastada por lutar contra a ira, certa vez uma das poucas leitoras a quem conheço pessoalmente me procurou para apresentar uma questão dramática: até onde um cristão deve suportar os conflitos?

Adulta, com família construída, profissionalmente bem resolvida e instalada em seu próprio lar; porém a cada episódio de encontro com seus pais e irmãos era inevitável o surgimento de insinuações, que viravam acusações, que alimentavam discordâncias e se transformavam em dolorosas ofensas… sempre!

É imperativo notar que o mandamento de honrar pai e mãe não é um salvo-conduto para o abuso emocional ou para a conivência com o pecado. Honrar o cargo não implica em anuir ao comportamento do ocupante, especialmente quando este comportamento serve de tropeço para a sua própria santidade.
O afastamento, em muitos casos, é o único modo de cumprir o quinto mandamento sem sucumbir ao pecado da ira contra aqueles que Deus nos ordenou respeitar.

Então Pedro, aproximando-se dele, disse:
Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
(Mateus 18:21–22)

Perdoar “setenta vezes sete” não é uma ordem para que nos tornemos em “sacos de pancadas” espirituais, mas uma garantia de que o seu coração não se tornará prisioneiro da amargura.
No entanto, a Bíblia nunca nos manda manter o pescoço sob a guilhotina enquanto contamos as ofensas: o perdão libera o devedor; a prudência retira o credor do caminho do perigo.

Tive que pensar um pouco antes de oferecer uma resposta, principalmente porque o desenvolvimento do raciocínio é tão ou até mais importante que a conclusão: apresento aqui, de forma escrita e com referências bíblicas, a mesma perspectiva que ofereci a ela, na esperança de auxiliar também a outras pessoas que possam estar vivendo situações em que precisam lidar com a ira.

Homem idoso em silêncio e prece em primeiro plano enquanto família discute agressivamente ao fundo durante jantar de Natal, ilustrando o peso da ira familiar e o limite do perdão.
O teatro da “família perfeita” desmorona quando a ira senta à mesa.

Abandonando O Prostíbulo

Primeiro pedi a ela para imaginar um homem que passou boa parte de sua vida como frequentador regular e usuário contumaz de um prostíbulo e seus “serviços”.
Não vamos considerar aqui questões de consequências como doenças ou gastos excessivos, mas uma situação crucial que pode ocorrer na vida de um ser humano: aquele devasso foi alcançado pela Verdade do Evangelho e, de um momento para outro, viu sua vida em transformação!

Mudar dói!
Mudar não é fácil!
A mudança no comportamento não acontece num passo de mágica.
Das crises de abstinência que devastam os consumidores de drogas às dores de um sedentário após praticar atividades físicas, o processo de adaptação sempre exige tanto de esforço quanto disciplina.

Com aquele homem também não foi diferente.
É claro que a perspectiva de uma vida eterna e o início do conhecimento acerca do sobrenatural de Deus são excelentes catalisadores em um processo de transformação, porém, mais cedo ou mais tarde, o pecado pode acabar vindo bater na sua porta: o “gatilho” — um reencontro, uma decepção, tristeza, uma data especial… — é disparado, mas agora ele é um cristão e sabe que deve se recusar a tomar parte nas velhas práticas.

Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela?
Porque serão, disse, dois numa só carne.
Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
Fugi da fornicação.
Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo.
(1ª Coríntios 6:16–18)

Suponhamos que o homem falhou.
Não da forma ostensiva e ofensiva como os que, afirmando-se predestinados, fazem questão de tornar o erro parte de suas próprias personalidades: ele falhou para sua total vergonha, falhou em reconhecer sua própria fraqueza, falhou para aprender e saber bem que não há poder algum em si próprio…
Sucumbiu ante os velhos hábitos e, na manhã seguinte, ao se dar conta de sua miserabilidade, entrou num desespero depressivo;

Descartando os extremos teológicos, ele pecou e, tendo consciência disso, iniciou uma série de atos penitencias, o que pode ser autodestrutivo.
É justamente para impedir esse ciclo que encontramos uma das passagens mais chocantes de toda a Bíblia:

Portanto, se o teu olho direito te escandalizar,
arranca-o eatira-o para longe de ti;
pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
E, se a tua mão direita te escandalizar,
corta-a e atira-a para longe de ti,
porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.
(Mateus 5:29–30)

Não. Por favor. Não estou querendo promover mutilações, mas estou falando em ROMPER O CICLO que leva ao pecado!
Assim como destaquei o verbo “fugir” em relação à fornicação, destaco agora o “atirar para longe” em relação aos fatores nos levam ao pecado. A Palavra de Deus nunca nos manda ficar testando nossos limites: quando estivermos vulneráveis ou passíveis de fraquejar… é para FUGIR e FICAR LONGE mesmo!!!

No caso do prostíbulo, o fim do pecado está diretamente relacionado ao fim de quaisquer visitas ao local, a despeito de qualquer pretexto que possa ser inventado!

Até Onde Se Deve Suportar Um Conflito?

Ora, enquanto os pecados sexuais são os mais evidentes, a IRA é um dos pecados que passaram a ser tratados como meras “características de personalidade” ou “estresse do cotidiano”…
O mundo diz que nos bastam algumas sessões de terapia para superar essas “coisinhas”, não é mesmo?
NÃO!!!

Observemos o exemplo de dois homens de Deus, santificados, parte fundamental da igreja primitiva e responsáveis pela difusão de muitos dos conceitos que atualmente seguimos justamente por terem sido compilados nesse livro que conhecemos como Bíblia: O apóstolo Paulo e Barnabé discutiram, discordaram e…

E tal contenda houve entre eles, que SE APARTARAM UM DO OUTRO.
Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.
E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus.
(Atos 15:39–40), com grifo do autor.
Ilustração bíblica de Paulo e Barnabé em uma discussão intensa sobre João Marcos, baseada no relato de Atos 15, para ilustrar como lidar com a ira e divergências ministeriais.
QUALÉ MERMÃO!! TÁ ME TIRANDO?!?

Levando em conta que não há registro acerca de ofensas ou agressões, tudo indica que o conflito foi baseado apenas em opiniões distintas quanto ao “modus operandi” que assumiriam e, sem dúvida, cada um tinha alguma razão de suas convicções, mas… a SOLUÇÃO encontrada por eles foi SE SEPARAR.

Não existe registro de que um ficou tentando provar que estava certo ao outro e nem qualquer reconhecimento de erro… simplesmente foram. Talvez para não sucumbirem à ira.

Imagino que esse episódio possa ter sido relembrado por Paulo quando escreveu:

Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo;
porque somos membros uns dos outros.
Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.
(Efésios 4:25–26), com grifo do autor.

O “Conflito Ideal”

Me permitam classificar dessa forma este episódio que acabamos de observar, pois apresentou as seguintes condições:

  1. CAUSAS PLAUSÍVEIS E MORAIS;
  2. SEM OFENSAS;
  3. SEM VIOLÊNCIA;
  4. SEM RAZÃO PELA QUAL PEDIR PERDÃO.

Foi um conflito que colaborou para a expansão do evangelho e que deve ter suas características, o comportamento dos participantes e, especialmente, sua resolução sempre vivas nas mentes de qualquer cristão, pois, mediante o uso de tais fatores, teremos medida, código de conduta e ferramenta para vivermos uma vida bastante menos sofrida e absolutamente dentro dos preceitos bíblicos.
Vejamos uma passagem que esta perfeitamente de acordo com o que acabamos de ver e na qual vou destacar o ponto importante ao qual muitos não atentam:

Eu, porém, vos digo que qualquer que, SEM MOTIVO, se encolerizar contra seu irmão,
será réu de juízo;
e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio;
e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão
e, depois, vem e apresenta a tua oferta.
(Mateus 5:22–24), com grifo do autor.

Viram ali o “SEM MOTIVO”?
Pois é, a Bíblia não estimula o cristão a servir de esparro irracional diante de qualquer situação que possa estar configurada:
Se encolerizou sem motivo? Peça PERDÃO!!!
Xingou, ofendeu ou amaldiçoou sem motivo? Peça PERDÃO!!!
Entrou em um conflito sem motivo? Peça PERDÃO!!!
Agora, se você foi capaz de avaliar a justiça seus próprios argumentos e há fundamentos para sua demanda… por que deveria você se humilhar?

É óbvio que há coisas das quais podemos abrir mão em nome do bom convívio, mas existe, sim, um ponto onde o excesso de benignidade transforma a imagem de um pretenso “humilde” e “benfeitor” na de um covarde molengão, incapaz de reação ou sequer de impor e sustentar uma linha moral de acordo com a palavra de Deus!

Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio;
ensina o justo e ele aumentará em entendimento.
Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie;
repreende o sábio, e ele te amará.
O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si;
e o que censura o ímpio recebe a sua mancha.
Deixai os insensatos e vivei;
e andai pelo caminho do entendimento. 
(Provérbios 9:9-6), com grifo do autor.

Prestem atenção que eu escrevi os versos da passagem acima intencionalmente em ordem regressiva, mas apenas para destacar a instrução que é dada em primeiro lugar para todo o raciocínio do texto: NÃO PERCA SEU TEMPO DISCUTINDO com quem resiste à razão! Vá viver, não se estagne numa discussão que te contamina e te restringe ao tamanho do seu opositor, impedindo até mesmo de obter ainda mais entendimento: Deixai os insensatos e vivei!!!

Será que o Senhor Jesus Cristo veria algo a ser repreendido nessa atitude?
Será que ele nos mandaria persistir sofrendo e orando até que acontecesse alguma transformação na vida daquele opressor?
Na Bíblia há um surpreendente registro que pode nos esclarecer acerca disso:

E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo:
De onde lhe vêm estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada?
E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?
Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão?
E não estão aqui conosco suas irmãs?
E escandalizavam-se nele.
E Jesus lhes dizia:
não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa
.
E não podia fazer ali nenhuma obra maravilhosa;
somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
E estava admirado da incredulidade deles.
(Marcos 6:2–6a), com grifo do autor

Perdão É Unilateral, Reconciliação É Bilateral

O erro crasso de muitos aconselhamentos contemporâneos é confundir a obrigação do perdão com o processo de reconciliação.

O PERDÃO é uma decisão espiritual unilateral; ocorre entre você e Deus, onde você decide cancelar a dívida moral do ofensor para que seu próprio coração não apodreça.
Você pode — e deve — perdoar alguém que nunca pediu desculpas, transformando o “prostíbulo da ira” em um altar de libertação interior.
A RECONCILIAÇÃO, todavia, é um processo bilateral que exige reciprocidade, verdade e, fundamentalmente, arrependimento.

Enquanto o perdão é um mandamento para todos, a reconciliação é uma possibilidade apenas para os que caminham na mesma direção.
Sem a mudança de postura do outro lado, tentar uma reconciliação forçada é apenas alimentar o ciclo de violência e ira que o texto de Efésios nos manda interromper.

Portanto, o AFASTAMENTO não é a negação do perdão, mas o reconhecimento de que a reconciliação ainda não é possível.
Ao se retirar da presença do insensato, você preserva a sua capacidade de perdoá-lo à distância, impedindo que novas ofensas gerem novas dívidas que você, em sua fraqueza humana, talvez não consiga suportar.

Ira: Fugir Também Pode Ser Solução!

Fico muito entristecido quando encontro gente vivendo um amor ignorante, idiotizados por algum líder que lhes ensinou o evangelho das passagens bíblicas fora de contexto…
Um bom exemplo disso é o povo que repete Atos 16:31 da mesma forma que os bruxos dos filmes recitam suas palavras mágicas, querendo transformar sua vontade em realidade e ignorando que o texto é uma promessa feita exclusivamente ao carcereiro de Listra e à sua família…

Se sua fé não for demonstrada através das atitudes cotidianas, especialmente diante de sua família, simplesmente ficar repetindo “crê no Senhor e serás salvo tu e tua casa” como se fossem palavras mágicas de nada vai adiantar ou, pior ainda, te tornar naquele chato insuportável e, provavelmente, em apenas mais um hipócrita sem credibilidade.
Teóphilo Noturno
X

Na última passagem que lemos, vimos que o próprio Senhor Jesus Cristo, mesmo com toda a razão do universo, não ficou forçando e nem torrando a paciência da família e da vizinhança: não há registro de discussões e nem de nada parecido… ele simplesmente saiu e foi cumprir seu ministério!

Após muito observar e pensar, sou levado a crer que a maioria dos conflitos mais violentos entre cristãos e seus familiares incrédulos se dá porque o crente se vê num papel de responsável pela salvação daquelas pessoas, alguém com poderes de subverter a vontade alheia, acabando com o “livre arbítrio” — sem discussões aqui, por favor — de seu ente querido e transformando-o numa espécie de “robozinho gospel”, perfeitamente de acordo com o entendimento que recebeu de sua denominação, mas…

O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios,
até o ímpio para o dia do mal.
(Provérbios 16:4)
Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer;
e eu o ressuscitarei no último dia.
(João 6:44), com grifo do autor.

Você acha que pode alterar os desígnios de Deus?
Me perdoe por ser duro nesse ponto, mas você precisa entender que os planos de Deus podem ser radicalmente diferentes dos seus, que o tempo d’Ele pode não estar sincronizado com o seu… e que sua insistência em permanecer — e, através disso, criar oportunidades para mais e mais conflitos — possa estar sendo apenas um empecilho?

De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Assim que não nos julguemos mais uns aos outros;
antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.
(Romanos 14:12–13), com grifo do autor.

Será que não foi Ele próprio quem permitiu a existência desse “adversário” do seu próprio sangue, justamente para conhecer suas falhas e jogar cada uma delas, a cada discussão, na sua cara?
Não será esse o motivo estrategicamente posicionado para te forçar a “sair do ninho” e promover uma transformação — não só espiritual, mas em todos os outros aspectos! — em sua vida?
Será que todos os dias nos quais o sol se pôs sobre sua ira não foram suficientes para te alertar de que você está pecando?!?

Talvez, privado da “ira crônica” e da “vontade de estar certo” manifestadas a cada embate, aquele seu familiar possa acabar sendo alcançado pela Palavra durante uma inofensiva conversa de supermercado?
Talvez já seja hora de perceber que, enquanto você forçar sua permanência ali, por qualquer motivo que possa alegar… não vai conseguir parar de pecar.

É melhor um bocado seco, e com ele a tranquilidade,
do que a casa cheia de iguarias e com desavença.
(Provérbios 17:1)

Até onde um cristão deve suportar conflitos?
Não estou induzindo ninguém à covardia ou à desistência, apenas expondo provas de que “perdoar setenta vezes sete” não significa necessariamente permanecer alimentando um ciclo de ofensas e sofrimentos, porém uma sequência onde se deve perdoar, pedir perdão… e se afastar!
O verdadeiro perdão pelas ofensas que recebemos pode estar dependendo apenas de que — assim como no exemplo do homem, citado no início desse texto — saiamos para nunca mais retornar aos “prostíbulos da ira”…

Obrigado pela atenção e que o Senhor os abençoe!


Só Leia Se Pensou Que O Texto Acima Fosse Aplicável Ao Casamento

O texto acima foi escrito pensando mais em laços paternais, maternais e fraternais, já que a Bíblia não é lá muito incentivadora do divórcio, não é mesmo?

Silhueta em preto e branco de um casal gritando um com o outro, representando o conflito conjugal e a necessidade de lidar com a ira através da maturidade e do diálogo.
“POST SCRIPT” AOS CASADOS: No matrimônio, a ira exige limites, não o abandono do dever.
É melhor morar num canto de telhado
do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta.
É melhor morar numa terra deserta
do que com a mulher rixosa e irritadiça.
(Provérbios 21:9 e 19)

Boa parte dos pastores de hoje é formada por “coçadores de comichões” e, pior que isso, não apenas os dos ouvidos!
 Temos visto surgir empresas eclesiásticas especializadas em acoitar todas as concupiscências e degenerações que se multiplicam em nossos dias: se são capazes de vender acesso aos céus para homens que se deitam com homens, por que iriam impedir o casório de um casal heterossexual que está apenas doido para furunfar?

Tenho visto a realização de matrimônios sem aconselhamento, sem preocupação com a compatibilidade de personalidade e aspirações dos indivíduos… apenas vão lá e dão uma “licença sexual” e depois, quando as coisas saem errado, jogam todo o peso de um relacionamento que nunca deveria ter ocorrido nas costas do casal, especialmente as correntes infernais dos que pecam pelo divórcio!
(E, pessoalmente, me parece que há um deleite especialmente sádico em jogar na cara dos divorciados que qualquer novo relacionamento é um adultério, que viver com outra pessoa é fornicação…)

Infelizmente não sou eu quem vai oferecer uma solução fácil pela burrice, pela incontinência e pela ansiedade dos que já “casaram errado”: se você não for capaz de reconhecer seus acertos e falhas, dialogar e colocar limites em seu matrimônio… até um “casamento certo” estará fadado ao fracasso!

A grosso modo, o segredo do relacionamento duradouro é o comum acordo de confiar ao outro a responsabilidade por nossa felicidade — e eu não estou falando aqui de coisinhas ridículas, infantis ou egoístas! — e planejar as realizações conjuntamente.

Portanto, se você ainda não casou e desde já está torcendo o nariz para certos comportamentos de seu futuro cônjuge… não se iluda de que após o casório vá ocorrer alguma transformação mágica: comece a exercitar a maturidade e a franqueza — que são ferramentas úteis para o resto do relacionamento e, portanto, da vida — e tenham uma conversa bem séria, pois rodeios e subentendidos são as primeiras tábuas do caixão matrimonial, até mesmo antes da cerimônia!

Ainda não tive coragem para começar a fazer aconselhamento de noivos porque não consigo avaliar o impacto que teria se eu chamasse o casal para uma reunião e dissesse abertamente que aquele relacionamento não iria dar certo.

Já vi tanta gente gastando mais do que o valor de um imóvel festejando um matrimônio que não durou nem dois anos… que talvez pudessem até ficar gratos pela economia.
Mas poderia também surgir uma situação típica das personalidades teimosas, que permaneceriam juntas por anos a fio só para provar que eu estava errado em minha avaliação…

Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher,
A NÃO SER POR CAUSA DE FORNICAÇÃO,
faz que ela cometa adultério,
e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
(Mateus 5:32), grifo do autor.
Se, porém, se apartar,
QUE FIQUE SEM CASAR,
ou que se reconcilie com o marido;
e que o marido não deixe a mulher.
(1ª Coríntios 7:11), grifo do autor.

VOCÊ LEU “PREDESTINADO“?
VOCÊ LEU “LIVRE ARBÍTRIO“?
VOCÊ QUER UMA
PERSPECTIVA DIFERENTE
SOBRE ESSE VELHO CONFLITO?
ENTÃO LEIA

PODER ABSOLUTO

Ou seja:

Ninguém mandou ser trouxa, com ansiedade e libido desenfreados: A RECOMENDAÇÃO PARA AFASTAR, FUGIR OU SUMIR… NÃO VALE PARA CASAIS.
SE NÃO LEVOU GALHA, ATURE SUA TRALHA!!!
Teóphilo Noturno
X

Obrigado por ter lido até aqui e, verdadeiramente, preciso de qualquer colaboração que puder me oferecer: comentários, compartilhamentos e reações ajudam a divulgar este conteúdo que foi produzido com intenção de colaborar para a edificação do Corpo de Cristo no mundo.
Um link encurtado e de fácil memorização para essa postagem é:

Assinatura oficial de Geovane Souza, autor e apologista sob o pseudônimo Teóphilo Noturno, fundador do projeto O Pior Evangelho.
Inabalável na Fé, Implacável na Crítica
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