Contra Os Judaizantes Modernos

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OBRIGADO PELA GENTIL ATENÇÃO!

por Shane Schaetzel (texto original em inglês, publicado em 15/12/2021)

A celebração do Natal é pagã?
E a celebração da Páscoa, também é pagã?
Que tal adorar a Deus aos domingos? Certamente isso é pagão, não?
É tudo uma grande conspiração? As igrejas históricas da cristandade estão secretamente tentando simular a antiga adoração pagã, enquanto nos enganam a todos para que acreditemos que isso honra Jesus Cristo?
Esses são os tipos de perguntas que permeiam nossa cultura moderna, e o que elas representam, coletivamente, é um ataque direto e direto ao Cristianismo.

O objetivo por trás desses ataques é minar nossa cultura cristã, fraturá-la, balcanizá-la e substituí-la por algo mais distintamente “judaico” na aparência.
Embora eu pudesse examinar os erros por trás de cada ataque específico a cada assunto individual (como já fiz no passado), acho que há um problema muito maior ou, mais abrangente, em jogo aqui: o que todos esses ataques individuais realmente significam é judaização.
Digo a você que a Igreja moderna, assim como a Igreja primitiva, tem um problema significativo com a judaização e estamos vendo isso acontecer aqui, com todo e qualquer ataque feito contra o cristianismo tradicional e a cultura cristã tradicional.

RITUAIS JUDAICOS

A definição bíblica de “judaizador” é um cristão que tenta vincular outros cristãos à Lei mosaica do Antigo Testamento e, provavelmente. é a mais antiga heresia cristã.
Aprendemos primeiro sobre os judaizantes em Atos 15, que registra como certos cristãos judeus (ou seja, judeus que se converteram ao cristianismo) diziam a cristãos não judeus, ou gentios, que eles precisavam ser circuncidados para permanecer como cristãos.

A circuncisão é o ritual de iniciação na Lei de Moisés da Antiga Aliança.
Um homem não pode ser um praticante da religião judaica antiga ou do judaísmo moderno a menos que primeiro seja circuncidado, e é o primeiro de muitos passos ao longo deste caminho.
Não termina com a circuncisão… isso nunca acontece: a circuncisão é apenas o primeiro passo: o que se segue é guardar kosher, adorar no dia de sábado (sábado) e observar as festas mosaicas (Páscoa, Pentecostes, Trombetas, Expiação e Barracas), bem como a festa de Hanukkah dos Macabeus.
Em outras palavras, a circuncisão é uma cerimônia de iniciação em todo um modo de vida, um modo de vida judaico.

Como se pode imaginar, isso causou um grande alvoroço na Igreja primitiva, o que levou ao primeiro concílio ecumênico da Igreja, conhecido como o Concílio de Jerusalém, novamente registrado em Atos 15.
Encorajo que leia o relato por si próprio, em qualquer tradução bíblica de sua preferência.
Vou apenas citar os destaques a seguir:

No décimo quinto capítulo de Atos, versículos 1 a 5, aprendemos sobre tal disputa na Igreja Primitiva: os judaizantes argumentaram que os cristãos gentios não poderiam ser salvos a menos que primeiro se tornassem praticantes da antiga Lei mosaica e isso seria iniciado pela circuncisão.
Quando Paulo e Barnabé vieram a Jerusalém para discutir isso com os anciãos da Igreja primitiva, foram imediatamente confrontados pelos judaizantes entre os cristãos em Jerusalém, que disseram muito ousadamente: “a menos que os gentios convertidos ao cristianismo sejam circuncidados, eles não podem ser salvos”.
Atos 15:5 diz especificamente que esses cristãos eram judeus étnicos que ainda pertenciam à seita dos fariseus.

Atos 15:6-21 relata os procedimentos do Concílio de Jerusalém em detalhes.
O apóstolo Pedro relembrou especificamente que ele próprio pregou aos gentios e não colocou tal encargo sobre eles.
Aqueles familiarizados com os Atos dos Apóstolos recontarão Pedro lidando com os gentios no capítulo 10, onde ele recebeu uma visão de muitos animais imundos, e a voz de Deus dizendo-lhe para “levantar, matar e comer”.
O próprio Pedro dá sua interpretação desta visão em suas ações seguintes: os animais impuros representam os gentios, e “comer” não é uma ordem para Pedro quebrar seus hábitos alimentares Kosher, mas, antes, começar a se associar com os gentios, trazendo-os para a Igreja como irmãos cristãos, sem colocar as exigências da Lei mosaica sobre eles.

Atos 15:22-35 reconta a decisão final do Concílio de permitir que os gentios entrassem na Igreja, como gentios, sem exigir que guardassem a Lei de Moisés.
Uma carta foi enviada aos cristãos gentios com as seguintes instruções:
(1) os judaizantes não têm autoridade da Igreja em Jerusalém, você pode ignorá-los;
(2) ouvir Paulo e Barnabé em vez disso;
(3) se abster de participar de idolatria;
(4) não beber sangue animal;
(5) não comer carne sangrenta (de animais estrangulados) e
(6) não se envolver em imoralidade sexual.
Foi isso.
O Concílio de Jerusalém não impôs nenhuma obrigação adicional aos cristãos não judeus (gentios) e veremos Paulo lidando, novamente e várias vezes, com a heresia judaizante em suas epístolas no Novo Testamento.

O resultado final é: cristãos podem ser etnicamente judeus ou etnicamente gentios.
Sua raça ou etnia — ou mesmo sua cultura — é irrelevante.
É proibido, entretanto, impor a Lei de Moisés aos cristãos gentios de qualquer forma e o Cristianismo não deve ser uma etno-religião, substituindo as culturas gentias pela cultura judaica, mas sim uma fé universal para pessoas de todas as raças, etnias e culturas.

Os antigos gregos tinham uma palavra para esse universalismo. Era um adjetivo chamado katholikos (καθολικός) e se traduz como “universal”, ou seja, não vinculado a nenhuma raça, etnia ou cultura em particular.
É de onde vem a palavra, em português, “católico”.
Atos 15 definiu o Cristianismo como uma fé katholikos (ou “universal”) para todas as pessoas, na qual os gentios não precisam adotar os preceitos da Lei de Moisés, ou da cultura judaica, para serem bons cristãos.
A palavra katholikos (καθολικός) foi registrada pela primeira vez em 105 d.C. por Inácio, bispo da Igreja primitiva em Antioquia e discípulo direto do apóstolo João, em sua Carta aos Esmirnianos.
Inácio foi martirizado naquele mesmo ano no Coliseu de Roma, atacado por leões.

Isso nos leva a outra palavra que você não encontrará na Bíblia ou nos escritos dos primeiros cristãos, mas foi posteriormente cunhada para descrever sucintamente o que os primeiros cristãos estavam fazendo nos primeiros séculos da história da Igreja. Essa palavra é

INCULTURAÇÃO

Inculturação descreve o processo de absorção das culturas do Cristianismo à medida que avançava de um lugar para outro no mundo antigo e a ideia por trás disso é baseada nos eventos registrados em Atos 15.
Em vez de destruir as culturas gentias com preceitos religiosos que exigem uma cultura que se adapte a ela — que é exatamente o que os fariseus fizeram (o Islã também faz) —, o Cristianismo absorve uma cultura e, por assim dizer, a “batiza”, preservando o que é bom e saudável (ou, pelo menos, inofensivo) sobre aquela cultura, enquanto elimina as coisas que são idólatras ou imorais.

Assim foi construída a Europa. É também como a Rússia foi feita.
É também como as culturas cristãs do Oriente Médio e do Norte da África foram formadas antes de serem destruídas pelo Islã.
Mais recentemente, vimos o princípio da inculturação aplicado às Américas nos últimos 500 anos e, agora, estamos apenas começando a vê-lo aplicado às culturas subsaariana e do Extremo Oriente.
A inculturação, baseada no princípio estabelecido em Atos 15, é a forma como o Cristianismo batiza e redime diferentes culturas gentias, preservando-as e transformando-as em uma tapeçaria que é chamada de “Cristandade”.

É claro que surge a pergunta: o que deu aos apóstolos autoridade para fazer isso?
Isso traz outra palavra não encontrada na Bíblia, mas descreve um conceito muito bíblico e chamado de supersessionismo.
Esta é uma doutrina cristã comumente mal compreendida, pois muitos cristãos acreditam que isso significa que os cristãos gentios “substituíram” os judeus como povo escolhido de Deus.
Isso é uma simplificação drástica e absolutamente incorreta.
O que realmente significa é que a Nova Aliança em Cristo substituiu a Antiga Aliança em Moisés, determinando que não há mais nem judeu nem gentio, metaforicamente falando, sob a Nova Aliança, que está aberta a qualquer pessoa e você não precisa mudar sua etnia ou cultura para fazer parte dela.
Você certamente não tem que guardar a Lei de Moisés.

A ideia aqui é que Jesus Cristo cumpriu perfeitamente a Lei de Moisés e a pregou consigo na cruz.
Ele, sendo a Palavra de Deus, é o autor da Lei de Moisés e Ele, sendo o Messias (Cristo), também é o consumador da Lei de Moisés.
Ele não destruiu a Lei, ele a cumpriu, então o resto de nós não teria que fazer a mesma coisa: a Lei de Moisés permanece, mas cumprida em Jesus Cristo, como seu autor e consumador.
O restante de nós cumpre a Lei de Moisés colocando nossa fé e confiança em Jesus Cristo, que é nossa propiciação diante de Deus Pai.
A Lei de Moisés está completa nele e não é mais necessária, exceto talvez para ser vagamente seguida por judeus étnicos como uma lembrança do cumprimento de Cristo e há registros do apóstolo Paulo fazendo isso em Atos 21:17-26.
Quanto aos não-judeus (ou seja, gentios étnicos), os líderes da Igreja primitiva proibiam estritamente os crentes judeus de tentarem judaizá-los.
Então, com tudo isso em mente, agora entram os

JUDAIZANTES MODERNOS DO SÉCULO 21

Quem são eles?
Eles são cristãos, assim como os judaizantes dos tempos antigos, crentes em Jesus Cristo que têm um grande mal-entendido sobre o que significa ser cristão, só que, desta vez, eles podem ou não ser etnicamente judeus.
A definição de “judaizar” é tentar fazer com que os não-judeus sigam os preceitos da Antiga Aliança ou a Lei de Moisés.
Isso não é o mesmo que cristãos judeus (ou cristãos hebreus) que simplesmente desejam manter seus costumes judaicos dentro de suas próprias famílias, como uma conexão cultural com seu povo étnico: isso, em si, é um assunto pessoal e, por definição, não é judaizante.

Os judaizantes modernos são cristãos, sejam judeus ou não, que tentam convencer outros cristãos de que, para agradar a Deus, eles devem guardar vários aspectos da Lei de Moisés (Antiga Aliança).
Cada grupo judaizante tem sua própria agenda particular:
Para alguns, é sobre adorar no sábado (o sábado), em vez de domingo;
Para outros, trata-se de guardar as festas judaicas de Hanukkah em vez do Natal, ou do Pessach em vez da Páscoa;
Para alguns, é sobre usar roupas judaicas ou celebrar a liturgia judaica;
Para outros, trata-se exclusivamente de usar palavras hebraicas para se referir a Deus, Jesus, o Espírito Santo e coisas de natureza cristã.
Para muitos, é uma combinação de todas essas coisas.
Quase todos eles, no entanto, têm uma coisa em comum: atacam e difamam as comemorações tradicionais de Natal, Páscoa e adoração aos domingos.
São esses que geralmente lançam elaboradas teorias de conspiração para apoiar suas afirmações, teorias sobre as supostas “origens pagãs” dessas tradições cristãs.
Muitos deles são terrivelmente simplificados e alguns deles estão simplesmente errados.
Não vou entrar nesses erros aqui, pois eles são muitos para explicar.

Estes são os judaizantes modernos e não são muito diferentes dos antigos judaizantes, pois continuam falhando em entender o conceito apostólico básico de Atos 15, onde o Cristianismo é uma fé universal (katholikos) que é construída sobre a inculturação das culturas gentias e a substituição da Antiga Aliança.
Não é, e nunca teve a intenção de ser, uma fé que espelha a Lei da Antiga Aliança de Moisés ou mesmo o Judaísmo moderno.
Os judaizantes estavam errados no primeiro século e também no século vinte e um.
O apóstolo Paulo foi muito severo com eles no Novo Testamento, sem nunca ter desperdiçado uma oportunidade de repreender seus erros e corrigi-los.
Devemos, da mesma forma, aprender com seu exemplo.

NOTAS DO TRADUTOR

Shane Schaetzel se apresenta como: Cristão católico, autor publicado, colunista e blogueiro, Cavaleiro de Colombo do 4º grau, fiel ao magistério.
A despeito de quaisquer outras possíveis discordâncias teológicas, decidi traduzir todo esse artigo por ser extremamente pertinente frente à desoladora realidade judaizante inchando dentro das empresas eclesiásticas evangélicas brasileiras.
De fato, por ainda não conhecer qualquer argumento válido que possa justificar o Halloween (e nem encontrá-los na publicação que traduzi), faço público que deliberadamente optei por suprimir ambas as referências presentes no texto original.

NA REALIDADE, NÃO SÃO APENAS OS JUDEUS
QUERENDO IMPOR SUAS PRÁTICAS E MODELOS RITUAIS
ALÉM DO PRAZO DE VALIDADE…

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Isto posto e diante de todos os eventos que ocorrem no mundo, me permitam desejar um Natal focado n’O Senhor Jesus Cristo, pois só n’Ele há verdadeira liberdade e paz.

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