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Espíritos Tipo Exportação

O Grande Expurgo de Babel

Desde o início d’O Pior Evangelho tenho evitado, misturar relatos de minha vida pessoal com a didática do treinamento que apresento, mas ler a passagem a seguir — que se refere à dispersão dos povos pelo mundo por causa de uma obra embargada — me remeteu ao período em que, logo que me graduei controlador de tráfego aéreo, fui designado para passar cinco anos na cidade de Manaus.
(Assumo antecipadamente que pratiquei muitas coisas totalmente erradas nessa vida e somente pela graciosa misericórdia do Senhor não pereci: talvez para ter tempo de reconhecer meus erros, aprender com eles e relatá-los para que outros não precisem experimentar tantas catástrofes e burrices como as que cometi).

Então desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
E o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua;
e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Assim o SENHOR os espalhou dali sobre a face de toda a terra;
e cessaram de edificar a cidade.
Por isso se chamou o seu nome Babel,
porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra,
e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.

(Gênesis 11:5-9)

O episódio que vou contar aqui se deu entre meus 19 e 21 anos de idade, época em que morei no endereço mais suntuoso de minha vida: o apartamento 501 do edifício Maximino Correa!
Vamos aos fatos?

TERREMOTO

A realidade é que, sozinho e com salário de terceiro sargento, não teria condições de bancar todos os custos, de modo que sempre buscava algum outro militar com quem pudesse dividir as contas — aluguel, condomínio, água… — e, dependendo do entrosamento, até o “grosso” dos alimentos: foi a época em que até mantive um frigobar dentro do meu quarto, que vivia trancado também por conta da portentosa coleção de CD’s importados que um dia tive, para não ter problemas com comida “desaparecendo”.

Certa noite, estávamos reunidos com mais dois amigos — jogando Fifa Soccer com adaptador para 4 controles num glorioso Mega Drive! — quando notamos que o lustre da sala começou a balançar. Imediatamente virei para o que era, depois de mim, o maior e disse:
— Neto, égua maninho, para de bater esse pé no chão que até o lustre tá balançando!! Daqui a pouco algum vizinho vai reclamar!!
— Quéisso, macho! Eu achei que era tu balançando as pernas!!
Nisso, a televisão, que estava num rack com rodinhas, começou a deslizar, sozinha, em direção à parede e só então nos demos conta de que algo muito anormal estava acontecendo: ou o prédio estava caindo ou… era um terremoto!

Quando abrimos a porta, o corredor já estava lotado de gente que descia em desespero, alguns desde o vigésimo andar, se embolando pela escadaria e logo também já éramos nós entre deles, meio que tentando correr, meio que sendo carregados naquela massa humana que foi pega desprevenida — gente com prato de comida na mão, gente nua se enrolando na toalha… — até desembocarmos, sobreviventes, na praça do Congresso.
Na época ainda não havia entendido a valorosa lição que foi aquele “exílio” e, por achar que também iria morrer ali (como acontecera com meu irmão), não fazia muito caso da vida: após uns vinte minutos olhando pra cima e esperando o prédio cair, quando vi que estava demorando demais resolvi subir pra salvar minha preciosa… coleção de CDs!!
Sim, queridos leitores, eu próprio já fui extremamente xucro e se você tiver alguma objeção a esse tipo de relato, por favor, não deixe de se expressar, pois, por mais curiosas ou divertidas que sejam, escrevo sabendo que ilustrações não passam de itens acessórios.

O fato é que essa experiência me permite dizer que tenho um pouquinho de familiaridade com a sensação de ter que sair fugindo de uma torre, sem sequer saber para onde iria: eu — depois que transportei em segurança as malas com os CDs para o apartamento (num prédio de apenas 3 andares) de uns amigos que moravam na esquina da 10 de julho com a Getúlio Vargas — fui abençoado de poder voltar e, sem maiores prejuízos, morar ali até meu último dia em Manaus, mas o povo de Babel, que era muitas vezes mais xucro que eu, acabou tendo que se espalhar pelo mundo… principalmente porque ali ocorreu uma das operações divinas mais minuciosas e abrangentes da história humana: a CISÃO IDIOMÁTICA!

Não vou me ater aos possíveis destinos geográficos dos indivíduos que, posteriormente, vieram a se tornar nações, assim como não farei uma análise de consequências sociais como, por exemplo, o imperioso surgimento das práticas diplomáticas: quero voltar ao ponto  final da postagem anterior e abordar alguns aspectos do

RELACIONAMENTO VETEROTESTAMENTÁRIO ENTRE HUMANOS E ESPÍRITOS.

Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu Davi no meio de seus irmãos;
e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi;
então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.
E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul,
e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR.
(…)
E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul,
Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão;
então Saul sentia alívio, e se achava melhor,
e o espírito mau se retirava dele.

(1 Samuel 16:13-14 e 23)

Lembro vivamente de muitas coisas, inclusive da época em que ainda não era Teóphilo e vi não poucos pastores usando exatamente essa passagem para, sempre ameaçadoramente, aventar a possibilidade de que nossas ações pudessem fazer o Espírito do Senhor nos abandonar!
Queridos, antes de prosseguir leiam sobre o verdadeiro Espírito Santo e entendam que esse tipo de ameaça é um atestado de burrice, de mau caráter ou da mais absoluta e escancarada incredulidade no Senhor Jesus Cristo, cujas próprias palavras, na passagem a seguir, destroem esse pretexto para manipulação e controle:

E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo:
Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.
Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem;
porque o Espírito Santo ainda não fora dado,
por ainda Jesus não ter sido glorificado.

(João 7:37-39)

O Espírito saiu de Saul simplesmente porque AINDA NÃO HAVIA SIDO DADO!!
Era necessário todo um ritual de unção com óleo, como o que é relatado sendo realizado com Davi dentre seus irmãos, para que Ele pudesse ter acesso aos pouquíssimos escolhidos!
Ao contrário desses reis e sacerdotes, o povão não tinha acesso ao Espírito e dependia desses líderes para tudo… coisa que após a glorificação do Senhor Jesus Cristo foi inteiramente revertida: o Espírito foi dado como penhor da salvação e não sai daqueles em quem passou a, de fato, habitar.
Isso implica em dizer que qualquer criatura endemoniada pode até ter passado anos emulando o comportamento cristão, mas nunca teve verdadeiramente o Espírito Santo habitando em si!

Mas para o pessoal de Babel a situação era ainda pior, pois nem a sinalização através do óleo tinha sido estabelecida e, literalmente, “o bicho pegava”!!
As muitas referências bíblicas sobre Babel e Babilônia nos permitem assumir que foi lá, desde o início da história humana, o estabelecimento dos cultos e rituais demoníacos que, curiosamente e não por coincidência, se espalharam pelo mundo, tornando-se intrínsecos aos comportamentos dos povos, sendo classificados como “cultura” e, por isso, preservados e difundidos através das gerações: muitas vezes nem é pela religião que os espíritos caídos começam a influenciar as almas escravizadas…

“TUDO O QUE INTENTAREM FAZER…”

Já ouvi algumas suposições de que esse “tudo” que aparece na passagem de abertura poderia se relacionar até mesmo à possibilidade de dominar e/ou exterminar o próprio Senhor Deus, mas quanto a isso só gostaria de evidenciar que o ser humano está limitado à frequência de sua realidade, de modo que esse “tudo” também vai acabar tendo seu alcance e consequências refletidas sobre a matéria.

E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra
e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.

(Gênesis 6:5)

Se Deus dependesse do ser humano para alguma coisa, isso até poderia se tornar motivo de preocupação, mas a pior coisa que a humanidade tem o poder de tentar fazer é se afastar e apagar os registros de Deus, como nos tantos seriados e histórias onde os deuses dependem e até podem ser extintos se não mais tiverem fiéis que os adorem:

Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?
Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

(Salmos 2:1-3)

O cerne dessa questão é que tudo o que a humanidade pode fazer sem Deus… é causar mal e sofrimento a si própria: como uma criança com uma faca pontiaguda nas mãos, o fato de ter sido impedida de concretizar esse intento no início dos tempos foi apenas para que tivesse tempo de crescer, amadurecer e, mesmo dispondo de tantos recursos, ser incapaz de se aperfeiçoar na direção de Deus.
Pelo contrário, conforme o tempo avança a degradação só aumenta e os mesmos ímpetos do início retornam travestidos de revolução: basta ver o crescimento dos seduzidos pelas doutrinas vermelhas, cujo idealizador, Marx, admitia abertamente seu ódio pelo Criador e seu desejo de vingar-se d’Ele.

Enquanto a humanidade segue querendo o fim da fé no Senhor Deus, eu só quero mesmo é pagar as contas do mês e poder passar um final de ano mais tranquilo: das coisas que um dia me deram alegria, não consigo mais escutar música, não acho prudente viajar… será que é muito querer realizar uma ceia de ação de graças por termos sobrevivido a esse ano que passou?
Meus aparelhos auditivos, usados que recebi por doação há dois anos, estão morrendo, como se os circuitos estivessem enfraquecidos e, certamente, corroídos por meu suor: não é qualquer um que se adequa à minha surdez bilateral profunda.
Falo sobre minhas aflições com tranquilidade porque é verdade e por ter certeza de não estar fazendo a obra do Senhor fraudulosamente: se a catástrofe financeira que iria me destruir foi aplacada, as despesas, cotidianas e eventuais, continuam se sucedendo e, por isso, continuo aceitando doações.

Desejando colaborar financeiramente com qualquer valor, minha chave PIX principal é [email protected] e essa imagem é do meu QR code: meu nome é Geovane Ignácio de Souza, o trecho do CPF a aparecer deve ser o “927.157” e a instituição financeira é o Nubank.

Por mais que queira, destaco que não tenho em mim mesmo a menor capacidade de forçar o Pai a te abençoar por causa disso, mas oro a Ele pedindo para que, no tempo correto e na medida multiplicada, retribua a bondade realizada da forma mais adequada: seja através de livramentos ou de diversas bênçãos possíveis.

Na primeira lição, após toda a destruição do dilúvio, foi tomada uma resolução:

E o SENHOR sentiu o suave cheiro, e o SENHOR disse em seu coração:
Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem;
porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice,
nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz.
Enquanto a terra durar,
sementeira e sega,
e frio e calor,
e verão e inverno,
e dia e noite, não cessarão.

(Gênesis 8:21-22)

Da segunda vez, em Babel, o Senhor manteve esse voto e nos deu mais uma chance ao diversificar os idiomas e espalhar pelo mundo.
Agora, que não somos mais “crianças” e temos até o Google Translator para novamente nos permitir a unificação em torno de uma “Nova Ordem Mundial”, as consequências por continuarmos nos permitindo seduzir pela malignidade serão bem diferentes e bastante mais drásticas:

E clamou fortemente com grande voz, dizendo:
Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios,
e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.
(…)
E os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em delícias, a chorarão,
e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;
Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo:
Ai! Ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela forte cidade!
Pois em uma hora veio o teu juízo.
(…)
E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo:
Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade,
e não será jamais achada.

(Apocalipse 18:2, 9-10, 21)

Aqui quem escreve é o velho Teóphilo Noturno e prossigo, contra todas as adversidades, tentando apresentar O Pior Evangelho do Mundo como um treinamento, uma preparação para quem quiser se manter longe de todas as armadilhas tramadas para dominar seres humanos e torná-los escravos dessa diabólica Babilônia.
Há uma promessa bem interessante para todos aqueles que conseguirem isso:

E o SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos
uma festa com animais gordos, uma festa de vinhos velhos,
com tutanos gordos, e com vinhos velhos, bem purificados.
E destruirá neste monte a face da cobertura, com que todos os povos andam cobertos,
e o véu com que todas as nações se cobrem.
Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas de todos os rostos,
e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra;
porque o SENHOR o disse.
E naquele dia se dirá:
Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos,
e ele nos salvará;
este é o SENHOR, a quem aguardávamos;
na sua salvação gozaremos e nos alegraremos.

(Isaías 25:6-9)

Minha esperança é poder encontrar todos vocês, os que amam e buscam servir ao Senhor, nesse churrascão como nunca houve outro igual!
A postagem já está enorme e sobre os detalhes desse evento magnífico só vou falar no futuro, quando puder expor “O PARADOXO DO CHURRASCO”. No próximo texto dessa série vamos conhecer alguns possíveis destinos pós-Babel.
Que a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo sejam conosco, hoje e para todo o sempre!

Ficou querendo ver melhor a imagem de abertura?

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