Você está lendo: O Pior Evangelho / Blog / KillMonger em Wakanda
  • No lugar de Michael Jackson, eu suge­ri­ria B.B. King, Muddy Waters, Robert Johnson, Leadbelly, John Lee Hooker, Hubert Sumlin, R.L. Burnside, ou qual­quer outro artista.

    • Uma vez que, ele, Michael Jackson, não era lá um gran­de can­tor, por mais afi­na­da que fos­se a sua voz. Não se sabe se ele toca­va algum ins­tru­men­to musi­cal. Então, se não era o caso, ele não era um músi­co. Era, sim, cer­ca­do de bons músi­cos. Ele era, isso sim, um gênio da dan­ça, e fenô­me­no midiá­ti­co. Por isso, as suges­tões que fiz. E inclui­ria ain­da T‑Model Ford, Sonny Boy Williamson, Buddy Guy, Pat Hare (o pri­mei­ro blu­es man a explo­rar a dis­tor­ção e o over­dri­ve), Wynonie Harris, e vári­os outros blu­es­men. O Blues foi o iní­cio de tudo.

      • Ca pra nós, a voz do Michael Jackson pare­cia mais com uma buzi­na de Mobylette, mas nin­guém está pron­to para essa conversa.

        • Então, fenô­me­no midiá­ti­co não con­ta. Fenômeno midiá­ti­co não é artis­ta. São duas coi­sas com­ple­ta­men­te dife­ren­tes, e que não têm abso­lu­ta­men­te nada a ver uma com a outra. Qualquer estru­pí­cio pode ser um fenô­me­no midiá­ti­co. Basta, por assim dizer, fazer os pac­tos cor­re­tos. Ser artis­ta é outra história.

          • Aliás, o meio “gos­pel” está cheio de fenô­me­nos midiá­ti­cos. Zero arte, zero músi­ca, zero Bíblia, zero teo­lo­gia sau­dá­vel, zero espi­ri­tu­a­li­da­de, zero raci­o­na­li­da­de, zero san­ti­da­de. Pura fal­ta de noção, e nada mais. São ado­ra­dos como se deu­ses fos­sem, e ai de quem ques­ti­o­nar tal ido­la­tria. Que digam os crí­ti­cos da Igreja FORA de Propósitos, e do ende­mo­ni­nha­do-filho-do-cape­ta cha­ma­do Rick Warren.

          • Chegar ao orgas­mo com o órgão sexu­al alheio, bri­lhan­te obser­va­ção. Aliás, só mes­mo sen­do mulher para con­se­guir isso. Gritar “Wakanda fore­ver!” tem menos efei­to do que gri­tar “Some daqui, play­boy!”. Lacradores lacran­do errado.

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